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Página apoética

Página apoética
Sandra Ravanini


Afadigada está a palavra, tão inútil quão solta;
quantas inspirações gritando o abandono, o frio e a sede
em mais um protesto medíocre versado às paredes?
Uma pobre mão não muda o vazio das muitas outras.


Senil esta linha qual branca ou tortuosa abjuração;
dádiva compondo ao faminto um poema analfabeto,
um verso surdo na branca utopia versus o concreto
onde esmurro as métricas no papel incréu da ilusão!


Críticas eréteis! Oh pensamento meu, vã criação;
devo parar tudo aquilo que gratuito sai de mim
nas exéquias onde crio a crônica do meu ledo fim
e decepar a poesia que outrora chamei às minhas mãos.


Vai, poesia de minhas mãos, o mundo irmão come os irmãos;
voa a grafite e vira pó no breu deste meu carbono,
brilha assim a luz que havia no sonho deste sono,
...desperta do coma lendo o olhar no adeus às outras mãos.

23/08/2007
21h55
Sandra Ravanini
Enviado por Sandra Ravanini em 23/10/2007
Código do texto: T706337

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Sobre a autora
Sandra Ravanini
Campinas - São Paulo - Brasil, 53 anos
161 textos (7172 leituras)
21 áudios (625 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/10/17 08:02)
Sandra Ravanini