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A NINFA NUA


Ao longo da praia desfaz-se a espuma,
E como êxtase, o corpo bronzeado
Da ninfa nua surge todo eriçado
Num invólucro formado de bruma.

As velas enfunadas no oceano
Contraem-se no debrum da alva plaga,
Perto as ondas, mas bem longe a vaga
Vacila no clarão meridiano.

De repente o sol desfalece,
O corpo nu verbera a chuva fina,
Sobre o mar inquieto a bruma cresce,

O manto cinzento se descortina,
Quando a ninfa nua desenrubesce
Do nítido contado com a retina.
Paulo Cavalcante
Enviado por Paulo Cavalcante em 23/10/2007
Código do texto: T707038

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Sobre o autor
Paulo Cavalcante
São Luís - Maranhão - Brasil, 47 anos
27 textos (116908 leituras)
5 e-livros (5607 leituras)
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Paulo Cavalcante