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Debandar!

Das farsas que viram falas, feitos,
Feira livre para tópicos, terapias,
Surtos homeopáticos & apáticos,
Travas & mensuras, escamoteios,
Margem sem várzea, azedumes,
Quando precisa por que precisa,
Toda força para ficar por perto,
Se mal precisa, tudo vira desculpas,
Lá encontrou tempo para tudo,
Cá, vira as costas como se troca de camisa,
Suporte sem pino, nem referência,
Onde tudo começa doer sem ter dor,
Vagueia por uma insossa insensatez,
Muda o sorriso para quando se está próximo,
Da cara mais lavada para pequenos pactos,
Cactos secos viram valas, meios,
Beira lúgubre, saltos & tipóias,
Furtos travessos para novos tropeços,
Miragem com fantasmas mal escondidos,
Fulgaz anestesia para falas entrecortadas,
Prego no cobre que ainda nem foi cobrado,
Roto & esfarrapados de prato vazio,
Infeliz nas atitudes, perdições malogradas,
O chumbo que pesa sem nada levar,
Vai a trilha, mal olha para trás,
Com a cara no muro vai chorar mais tarde,
A mão ainda se levanta, ainda se cabe,
Mas do que segue, pouco se aproveita,
Investimento de retorno zero, massa física,
Intoxicou a verdade, mesmo sem dizer nada!

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 25/10/2007
Reeditado em 30/10/2007
Código do texto: T709070
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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