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A CRIAÇÃO


Posso poetar triste ou alegremente,
Escrever rimas raras ou usuais.
Esculpir imagem com olhar demente
Soltando pela boca fogos infernais.

Posso desenhar um anjo desnudo,
Um cavaleiro medieval de armadura,
A cabeça do Cirano narigudo,
Ou estrelas brilhando na noite escura.

Só preciso da palavra a artimanha
Para empregá-la com habilidade,
Extraindo de sua força estranha
Toda seiva que exige a criatividade.

É como sovar a branca massa do pão,
Erguer as firmes paredes de uma casa,
É como sangue que agita o coração,
É como o sol que a terra abrasa.

A criação é atrevida, nada ela teme.
E por ser bacante de lautos festins
Rola em leitos, chora, sorri e geme.
Seus meios justificam os fins,

Porque depois da obra finalizada,
Sobe-me ao rosto o calor da emoção
Ao ver no papel exangue, aprisionada,
A fera em forma de versos ou dramalhão.

25/10/07.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 25/10/2007
Código do texto: T710071

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão