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DELÍRIO

DELÍRIO

Estava claro
que naquela casa escura,
Mostrando baixa estatura
não dava pra se morar...
Mas ouvi alguém falar,
Queria ou não as criaturas
terminam na sepultura
sem ter a quem se queixar.

Estupefato de horror,
Eu senti no peito a dor
que vinha pra me levar...
Pedi pra ela esperar,
porque não queria ir,
mas ela começa rir,
o que me força chorar...

Neste instante ouvi risadas
de seres de outro mundo...
Senti um sono profundo,
mas não tinha o que sonhar.
Eu teria que inventar
um motivo convincente,
que fizesse esse indigente
ter forças e se levantar...

Os meus pés,
pareciam ter partido
passando despercebido
pelo guarda do lugar...
Minhas mãos
não serviam de apoio,
fluindo tal qual arroio
sem ter onde desaguar...
Os meus olhos,
quase afogados em prantos,
via satanás e santos
e outras coisas
que não pude mais lembrar...

Em minha frente parecia haver festa,
ouvi um som de orquestra,
que me fazia lembrar
as sinfonias da vida...
Lembrei de alguém querida
chorando em algum lugar...
Sabia que era meu fim,
mas não ia partir assim
sem antes alguém contar,
de que lado esta sua janela,
pois queria fazer pra ela
mil versos e recitar...
Jacó Filho
Enviado por Jacó Filho em 26/10/2007
Código do texto: T710781
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jacó Filho
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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