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A quem quer comer esses versos

A quem querer comer estes versos
Sirva-se
As feridas por sobre a mesa estão postas
O olho está aberto
Espelho
É só se mirar
Reflexos

Não tem muitos critérios e falta métrica
É farta de dores e sangue
Vazados na ponta da pena
Risco no papel
Brilho na tela
Ela tem uma só cor: vermelha
A do grito de revolta e muita agonia
Alegria é pouca e vem depois

Não há delonga
Além de longas horas ao pé do torno
Fogo
Domando vulcões sob o risco da chibata na pele
Da vida
Revolta
Coragem é a palavra de ordem

É só poesia do meu jeito. Invenção minha
Feita fora da panela literária
Sem cozimentos
Ela é crua
Nua
Ela vêm da rua
Ela vem de dentro
Retratos da cidade
De um universo paralelo
De trevas e amarrar
Que desentoco
Desengaveto
Tiro as traças e o mofo e os solto por aqui
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 26/10/2007
Reeditado em 26/10/2007
Código do texto: T711216

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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