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 NO ÁPICE DO INFINITO



Lá, no ápice do infinito, o teu olhar

Perde-se, incólume, como um sonho preso ao grito,

E tão indefeso quanto o enigma de um mar

Feito de pranto em cada verso que repito...




E lá no auge das estrelas tão humanas,

Tu que clamas pelo céu da sensatez,

Verás o véu das superfícies mais insanas,

Terás o tempo que se mede a cada vez...



Pois o mundo não é feito só de reis,

Há castelos e troféus que não se ganham,

E toda fama, em todo vício que se fez,

Um dia, parte-se ao sabor da vida em chama !




Ah, estrada tão lídima das aparências sós,

Em cada despedida, em cada céu que existe,

Por que naufraga assim na alma, em nós,

Sem calma, intrépida, nesse dia triste ?



Então, no ápice do infinito das canções,

Meu grito mudo se destoa desse mundo,

Mergulhando, apenas, no amor dos corações,

Além da dor, nas dimensões do céu profundo. 



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Juliana Silva Valis
Enviado por Juliana Silva Valis em 27/10/2007
Reeditado em 27/10/2007
Código do texto: T712241

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Sobre a autora
Juliana Silva Valis
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 33 anos
3973 textos (883780 leituras)
4 e-livros (1863 leituras)
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Juliana Silva Valis