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Soneto XXIX

Nesta solidão em que me deprimo
Não quero ser eu, quero de mim, fugir
Pra qualquer lugar onde não se possa ir
Quero ser, de mim mesmo, o assassino

Ser, por mim mesmo, pobre poeta
Amante das folhas de meus escritos
E, como os meus poemas malditos
De maldição, minh'alma seja repleta

No horizonte do nada, sempre infinito
Serei, destas almas, o ser mais maldito
Sei que aqui, a solidão é minha parasita.

Eis que haverá, um dia, acredito
Em que eu morra, e aí, eu quero e repito
De maldição, minh'alma seja repleta e infinita.
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 20/03/2005
Reeditado em 22/03/2005
Código do texto: T7123

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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
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Júnior Leal