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CÍRCULO FINDÁVEL



Largo as armas
lanço o último dardo.
Minha sombra alarga-se
Implorando  descanso.
O suor sai em gotas lentas.
O verde escapa-me.
Vã laçá-lo.

Lágrimas
Sem trajetória
secarão em breve.
Ferve a asa.
Assa a carne
que logo se resfriará.

Feito zumbi
a caminhada  trava
o comando do tempo.
O imenso campo
requer fôlego.
A curva não persuade
a ânsia que corta

os elos  sem compaixão.
Castelos esvaziam-se
deixando as teias
como lembranças.
A mão não serra
mais o pão
que continuará alimentando.

A roda é imprescindível
neste círculo findável
que se inclina
com meu efêmero peso.
Piso na eternidade.
Passos livres.
Vivo.

Marcos Arrébola
Enviado por Marcos Arrébola em 29/10/2007
Reeditado em 17/01/2008
Código do texto: T715080
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Sobre o autor
Marcos Arrébola
Serra - Espírito Santo - Brasil
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Marcos Arrébola