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INSTANTEJA

Hoje eu senti uma certa felicidade,
Uma felicidade certa,
Tardia mas, ereta,
Demorada mas,concreta;
Uma felicidade imensa,
Mesmo que um tanto densa,
Mesmo que um tanto confusa,
Uma felicidade que abusa,
Do que pode ter limites;
Felicidade correta,
Que veio na hora certa,
Mas,certamente,fechada,
Felicidade avantajada,
Que nem mesmo sei porque;
Por que essa leve brisa?
Por que não áspera? Lisa!
De onde ela surgiu?
O certo é que ela veio,
Abriu meu sorriso ao meio,
E depois não mais partiu;
Agora nada em mim chora,
por todos os cantos da alma,
É felicidade calma,
E é calmo onde ela mora;
Não sabia que era assim,
Que a felicidade vinha,
Como se nada importasse,
Como se fosse só minha;
Como se eu me bastasse,
Sem precisar de platéia,
Para ver felicidade,
Escorrendo da colméia;
É tão doce e tão amarga,
Gosto sem explicação,
Não está em lugar certo,
Mas travou no coração;
Parou de correr na rua,
E veio calar meu pranto,
É felicidade nua,
Vestida de grato encanto;
Não tem sensibilidade,
Nem motivo para nada,
Mas estou felicidade,
Estou rindo em gargalhada;
Então,mesmo que eu não saiba,
Como isso aconteceu,
Que venha toda,inteira,
Que este instante seja meu.
Fernanda Valencise
Enviado por Fernanda Valencise em 30/10/2007
Reeditado em 15/12/2007
Código do texto: T716773

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Sobre a autora
Fernanda Valencise
Recife - Pernambuco - Brasil, 39 anos
100 textos (3030 leituras)
3 áudios (77 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/08/17 09:26)
Fernanda Valencise