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Loucura

Florbela Espanca

Tudo cai! Tudo tomba! Derrocada
Pavorosa! Não sei onde era dantes.
Meu solar,  meus palácios, meus mirantes!
Não sei de nada, Deus, não sei de nada!...

Passa em tropel febril a cavalgada
Das paixões e loucuras triunfantes!
Rasgam-se as sedas, quebram-se  os diamantes!
Não tenho nada, Deus, não tenho nada!...

Pesadelos de insônia, ébrios  de anseio!
Loucura a esboçar-se, a enegrecer
Cada vez mais as trevas do meu seio!

Ó pavoroso mal de ser sozinha!
Ó pavoroso e atroz mal de trazer
Tantas almas a rir dentro da minha!





TRANSPARêNCIA
Enviado por TRANSPARêNCIA em 02/11/2007
Reeditado em 10/05/2011
Código do texto: T720310

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Sobre a autora
TRANSPARêNCIA
Campinas - São Paulo - Brasil
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