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COURTNEY

Taciturna,
puta,
lacrimeja um cântico,
romântico,
germânico,
de notas colossais.
Seus sírios colados,
sujam o rosa piso:
ladrilhos limpos,
sujos dos meus quintais.
Sua boceta lilás!

Mas como vem
sob influência de obsessivas idéias,
fixe!
Me pragueja na macumba
e tantas, tantas liturgias!
Não obstante,
hoje não há magia!
Assim,
cordato que sou,
ainda lhe chamo à uma orgia!

Contanto,
Courtney,
diga não me amar mais!
Fique aí  a roer unhas,
procurando na loucura,
anfetaminas, sabedoria!
Em pouco tempo
lhe chamo de TIA.


RODRIGO PINTO
Enviado por RODRIGO PINTO em 03/11/2007
Código do texto: T721514
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Sobre o autor
RODRIGO PINTO
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 99 anos
323 textos (19457 leituras)
2 e-livros (918 leituras)
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RODRIGO PINTO