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CIÚME CEGA, AMOR É COLÍRIO...

Você se preocupa se estou na rua,
se falo com alguém,
o que falo com esse alguém
e pergunta “quem” é  esse “alguém”
que está na sua imaginação.
Indaga qual a minha intenção
com esse “alguém” que nunca sei quem...
Você não vê ou não percebe
e se intui não quer saber,
não acredita que eu estou impregnada de você.

Não te falo toda hora,
talvez em momento algum.
Mas quem está de fora percebe,
que estou na minha,
e que a minha é você.

Quando isso acontece,
nenhuma sedução provoca,
nenhum papo invoca coisas
que são só minhas e de você.

Não adianta jogar verde porque não caio,
não sou fruta nem folha pra cair do galho
Eu sei, falo pouco pra você do que sinto,
porque me preocupo mais em viver.
Se você soubesse me ler você aprenderia
que é só tirar daqui e transpor para ali.

Não tenho vaidade,
não sou o tal
se sou não sei.
Se sou é pra você
que me ama por isso "me acha".
Eu não “me acho” nem “me sinto”...
Eu vivo e sei que sou.
E me perco em você.

Faz muito tempo que aprendi
que o poeta não acertou em cheio
naquele papo de “beleza é fundamental”....
Depende...
Do que se quer,
Do que se sente
Do que se pretende sentir.
Do que se quer construir.
Eu sempre achei que beleza é bonita de se ver,
talvez seja bom de se ter,
mas é muito complicado para se conviver.
Minha mãe tinha lá:
Cristaleira, piso encerado
tudo que dava um trabalho danado
para se manter e nenhum gosto em se ter
Apenas orgulho de possuir...
Não vou por aí,
meu caminho é viver

Se o ciúme te cega,
o amor tem de ser colírio
Deveria ser assim...
Eu sei, não é.
Deusa Urbana
Enviado por Deusa Urbana em 05/11/2007
Código do texto: T724103
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Sobre a autora
Deusa Urbana
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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