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NO CIRCO DA VIDA, O PALHAÇO CHOROU!

Respeitável público!
Começa o espetáculo,
Inenarrável, único,
Surrealista, lúdico
O circo dos tentáculos
Malabaris, obstáculos
Reis, poetas e súditos

No circo da vida
Ela mesma é o picadeiro
Das quedas doloridas
Das cortinas coloridas
Do riso sorrateiro
Do domador ao pipoqueiro
Não encontramos saída
A entrada é o dinheiro

Aqui a lona é de aço
O homem-bala-perdida voa
Em meio aos estilhaços
Da falta de espaços
Dos que matam à toa
E acham a piada boa
Pobres tristes palhaços

Nesse circo somos os atores,
Vivendo personagens reais.
Em meio a jardim sem flores
Semeamos sorrisos, colhemos dores
E nunca chegamos aos finais.
Somos acidentes fatais!
Variáveis de cálculos sem fatores

Assim seguimos pelo mundo afora,
Armando a tenda em terrenos baldios.
Faça chuva, sol, calor ou frio:
O show é hoje, aqui e agora!
Neste circo, o palhaço chora,
E o camarote está sempre vazio

"Se o pagamento do artista é o aplauso...
Uma grande salva de palmas pra este povo que não se cansa de atuar, uma vez que o show não pode parar!"

Edil Franci - SP - Brasil





Edil Franci
Enviado por Edil Franci em 05/11/2007
Código do texto: T725020

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Sobre o autor
Edil Franci
São Paulo - São Paulo - Brasil
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