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MINHA XEPA

O quanto havia
de nobre ou tenro
(ou de primeira)
sob meu couro,
ficou no agouro
das que vieram
no tempo exato...
Quem me quiser
daqui pra frente,
terá que ter
dente afiado,
pra roer ossos
que o tempo austero
calcificou...
Ou vir mais fundo
na minha xepa
(trazer canudo),
pois talvez reste
o suco acre
de algum miúdo.
Demétrio Sena
Enviado por Demétrio Sena em 06/11/2007
Código do texto: T725744
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Demétrio Sena
Magé - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
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Demétrio Sena