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MORTO

morto


Morto, sinto já o mau cheiro,
Desses cardáveis que me rodeiam,
Com suas velas de purgatório,
E seus cânticos de aleluia.

Morto, eu no caixão ou vós?
Com suas orelhas de mentira,
Suas línguas de prostituição,
Tão podre tão imunda.
 
Vermes, minha carne rejeita,
Nem os urubus farão o trabalho,
Pois suas carnes petrificarão
Como estatuas, serão estatuas.

Morto, vou eu e vós ficais,
Rodeados uns aos outros,
Pois eu já morto,
Rodeio todos vós.

Severino Filho
Enviado por Severino Filho em 07/11/2007
Código do texto: T727747

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Sobre o autor
Severino Filho
Salgadinho - Pernambuco - Brasil, 40 anos
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Severino Filho