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VESTIDA DE SOL

Brasília, 2/3/2004 – 16h

Tempos há
em que ando pelos dias
vestida de sol:
tenho a alma que brilha.
Persistente, teimosa,
sob nuvens frias.
Em outros tempos
atravesso os mesmos dias
como uma noite sem lua,.
Céu escuro, ar pesado,
réu confesso...
Busco em vão os dias de luz,
aqueles em que o sol me veste,
busco a esmo o caminho certo.
 Peço.
Que a noite escura que, como peste,
cobre-me com sua chaga impura,
deixe meu corpo e alma
e permita-me a procura
do sol, cuja luz de cura
virá vestir-me a alma,
dourar-me os dias,
resgatar-me de tamanha letargia,
caminhar de volta ao encontro
da criança travessa, 
que ainda sorria...
Risos largos,
sem sombra, pura luz.
Gargalhadas gostosas,
alma que ri,
olhar iluminado que olha,
atravessa, seduz.
Achar, finalmente,
em que gavetas estão guardadas
minhas vestes de sol,
minhas risadas,
meu olhar dourado,
minha vista ensolarada...

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 17/11/2005
Reeditado em 17/11/2005
Código do texto: T72793

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 10:16)
Débora Denadai

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