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DOR DE GENTE QUE SE CHAMA...
***********


Eu sentia!


Era uma dor latejante,

sem cura,

estonteante,

fria,

incomensurável!


Sinto essa sensação

sem nexo no descompasso

da convivência porque tudo

não vale a pena com a sua presença!


Somos indesejáveis com a dor!


Lamúrias,

gemidos,

lágrimas sem um significado,

ela é tudo e é nada...

apenas dor!


Choramos por tudo e

por esse nada,

apenas sentimos pungir sem demora e,

no desespero da espera de findar com ela,

abrigamos qualquer iniciativa que não se demore para extenuar o sofrimento!


Dor de gente que nem é gente,

mas ocupa similar espaço dentro e assinala fora nas marcas que fincam no rosto ficando no chão cicatrizes de um pranto!


A gente com dor na dor de gente!...


São dores que não são só minhas,

são suas,

são nossas e

que marcam suspiros na

relação de abandono do grito que não alivia!


Dores suas que não se eternizam,

mas permanecem sem cura!


©Balsa Melo

10.07.06

Cabedelo -PB

BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)
Enviado por BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO) em 10/11/2007
Código do texto: T731196
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)
Uberaba - Minas Gerais - Brasil
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BALSA MELO (POETA DA SOLIDÃO)