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Ninguém Escapa

Êta que essa vida morre!
De morte morrida ou matada,
morte de queda, chifrada,
mas enquanto a vida corre...
Aí mesmo é que ela morre!

Negra é a morte da alma,
de luz, do corpo que acalma.
Tem também morte de dengue,
tuberculose, over dose
até por falta de dengo.

Morre-se até de tesão,
infarto do miocárdio
ou mal curada paixão,
do beijo retardatário,
inveja do adversário.

De carne que falta e sobra,
de mordedura de cobra.
Morre o verso que não versa
tijolo que cai da obra
ou até de vice-versa.

Também se morre de susto
quando o fantasma é astuto...
Tem morte que nem é eterna,
e essa é das mais modernas
o morto é quem passa a perna.

Morte por bala perdida,
morte por bala achada
de penta se a bola não entra
se o cara é pé frio e esquenta...
De amor... ninguém aguenta!

Duro é por falta de assunto
morte mais enxerida,
anunciada e prevista...
O duro é quando o defunto,
morre e inda sai com vida.

Tem morte conto do vigário
morte de caloteiro
de quem não chega primeiro,
morte em que o morto é vivo
e a gente é que é otário

Hoje tem morte em replay,
de dia e até night and day.
Morte em estrangeiro,em inglês ,
morte que se repete
hoje na internete
Elane Tomich
Enviado por Elane Tomich em 18/11/2005
Código do texto: T73129
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Elane Tomich
Teófilo Otoni - Minas Gerais - Brasil
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Elane Tomich

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