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Descolorindo!

Quando o azul se apaga.

A esperança esvanece,

Meu coração chora.

A morte prematura de meus sonhos

Natimorta minha prece.

Nas luzes que vestiam-me

A nudez edênica do amar,

Foram rasgadas pela grotesca realidade.

Recuo  na hora de sorrir,

Deixei meu amor partir...

Sonho, ilusão, solidão.

Desmorona meu mundo, vou ao chão.

Restou-me um cheiro doce no ar... teu jeito de amar.

Confiei na materialidade da palavra,

Vaga, insana, profana,

Apagou-se as luzes no último ato,

Findou-se o encanto...

Caiu as cortinas, sai de cena!

Tela vazia, vida,  sem vida.

Cores extintas,

Perco o caminho, o rumo...

Bússola bandida, maldita

Estou a deriva, sem meus sonhos

Sozinha sem você!

Buscando abrigo num labirinto

Abismo de ilusões,

dominado por pesadelos,

Por angústias,

Por apelos.

Morre minha vontade de falar,

De correr, partir, respirar

Não quero mais escrever,

Só quero chora!

Ridículo,

Vou voar para minha linhas,

Me despedir com tinta de mim!

Morri,

Sorrir,
 

Sofri,


Por ti,


Por fim,

Deixei,

Parti,

O poeta,

Que fez,

Morada,

Em mim!

Esvai-se,

A cor,

Sobrou,

O

Branco,


Solidão...


















Observadora
Enviado por Observadora em 18/11/2005
Reeditado em 18/11/2005
Código do texto: T73268
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
487 textos (27392 leituras)
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