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Estás a olhar

Estás a olhar
os versos que incendeiam o momento
salpicam a mente e emergem
em silábicos minutos de êxtase
vezes poucas,os sentidos plenos
entrelaçando-se de simples palavras
sem rimas e limas, nascem e crescem,
suspiro grandioso dos dedos:
suados,suaves e renascidos,
seguem.

Estás a olhar
versos que não ousavam mais
eram vazios, calados, cansados
entristecida-mente submersos
em destoadas sílabas de horas a fio,
vezes tantas, sem sentidos tortos,
linha reta, sem paralelas complexas
rimando apenas o silêncio mórbido,
lacrimejando entre os dedos:
rasgados, desbotados e mortos.

Estás a olhar
enfim,
um poema arrancado
das entranhas do abismo,
do poeta moribundo:
luta, enchente, desafio;
que os olhos abraçaram
tirando do lodo, todo
o instante de respiro.
Pupila
Enviado por Pupila em 11/11/2007
Código do texto: T733048
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Pupila
São Paulo - São Paulo - Brasil
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