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Poesia, a prostituta dos poetas

* Publicado na Antologia "Tudo é Poesia" da editora Litteris em maio de 2006.

Procurei entender o poeta e não consegui.
Como pode alguém pensar cantando e falar calado?
Rabiscar por dias frases bonitas num pedaço de papel
Sem ninguém saber o que ali foi escrito
E perder esses rascunhos?

Não importa, ele escreve outra vez.
Faz poesia com mulheres, viajando nas ondas do amor.
Até mesmo com o papel perdido,
Ele faz outro poema.
Sai rimando perdido com querido, ferido, escondido...

Não se pode descrever o seu humor.
Chora de alegria e sorrir com a dor.
No mesmo livro de poesias,
Fala da natureza, da beleza, da realeza e da pobreza.

De onde então vem esse dom?
Um criador que não projeta,
Não tem hora, nem local para transcrever os seus sonhos.

Quem ama sempre o que escreve será que sente solidão?
Acho que não.

Não consegui entendê-lo,
Mas descobri algo importante,
Ele sempre terá companhia, seja na cama ou no gueto,
Pois a poesia é a prostituta dos poetas.

Henrique Gondim
Enviado por Henrique Gondim em 12/11/2007
Código do texto: T734217
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Henrique Gondim
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 52 anos
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Henrique Gondim