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POEMA ABSORTO

Caiu uma carteira recheada com dinheiro vivo.
O poema, descontada a torção no tornozelo,
agachado como estava, nem viu.
Contorceu-se de dor ou gozo,
revirou seus bolsos, achou a pomada,
como se fosse tudo, fosse nada,
unguentou-se, respirou aliviado,
absorto, nem viu os dados jogados.
Se achado tivesse a carteira
com o dinheiro encontrado
teria resgatado palavras
confinadas em Guantánamo,
teria resgatado quem geme no cativeiro,
se ofertado teria para pagar o carpinteiro
para que construisse a ponte
que falta defronte
à todos que querem seguir.
Feliz, assoou o nariz,
seguiu em frente.
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 13/11/2007
Código do texto: T735713

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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