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Sem Saudade

Hoje não tenho saudade 

Só piedade.

Será?

Quisera crer que tenho piedade!

Também não tenho maldade.

Só quero esquecer

A falta de lealdade

Em que você se apoiou

Como desculpa para o golpe

(Você fala demais),

grita, gesticula)

meus defeitos aumentaram 

e me tornaram tão indefesa. 

Pobres criaturas puras

sem defeito, sem jeito!

Não gritaram, falaram manso

Mas foi no manso e no educado

Que atacaram, que mataram...

Que mataram as esperanças

Que destruíram as crenças..

Pobres deuses de papel !

Papel amassado, que foi jogado

Espalhado no espaço

A ver se assim pode visualizado.

Visualizado é e será...

Pois o que é mau tem mais atrativo

Provoca mais interesse

As misérias íntimas desagradáveis

Expostas entre risos e aplausos.

Não tenho saudade daquele tempo

Hoje estou tranqüila e serena

Já não choro quando falo do assunto

Já não fico sem dormir presa na mágoa.

Vocês, me libertaram! Vocês abriram as 
portas

Do inferno para eu sair para o mundo!

Um mundo verdadeiro e diferente.

Mais trabalhoso, mas mais radiante.

Vocês não amam, nunca amaram

Nada nem ninguém.

Tudo o que foi feito foi pensando no 
“bônus”

Material que ganha hoje e perde amanhã

Por falta de merecimento.





MVA
Enviado por MVA em 14/11/2007
Código do texto: T736466
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
MVA
São Paulo - São Paulo - Brasil
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