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SODOMIA

Nuvens.
Esparsas.
Carregadas.
Todas a rondarem
minha cabeça.
Pesadas. Densas.
Não se dissipam.
Não deixam o dia clarear.
Dia escuro.
Sombrio.
Como os que eu sentia
na minha Infância.
Ao ver o meu querer
sendo substituído
pelo meu não querer.
Não sendo respeitado.
Sendo maltratado.
Sodomizado.
E tinha de não falar.
O medo predominava.
Aterrorizava uma criança
que queria crescer como as outras.
Não pode.
Teve de viver na Esperança
de crescer
e de todos se vingar.
Todos que de uma forma
ou de outra
permitiram esse ultraje.

O crescimento custou,
demorou a chegar.
Quando chegou,
a minha criança morreu.

O tempo passou..
Décadas findaram.
As feridas continuam expostas.
As Vinganças,
o Tempo mesmo as realizou.
Só agora,
consigo fechar os olhos
e ficar algumas horas,
alguns dias,
sem pensar
nos Crimes que me cometeram.
Edilmar Amaral
Enviado por Edilmar Amaral em 14/11/2007
Reeditado em 14/11/2007
Código do texto: T736767

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Sobre o autor
Edilmar Amaral
Rio das Ostras - Rio de Janeiro - Brasil, 59 anos
326 textos (4355 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/10/17 05:39)
Edilmar Amaral