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A Morte da Ave II

O ninho da andorinha
está desfeito.
A palha já caiu.
Ela, só,
sem o companheiro,
tem o canto triste
e lamuriento.

Não tem razão
de ser cantar
num ninho desfeito
e solitário.
Nem voar,
vagar,
ela sabe mais.
Sua asas estão quebradas,
seus pés feridos,
seu coraçãozinho partido.

- Voa andorinha,
abre tuas asas
e lança-te ao infinito.
Não olhe para as
nuvens negras
que trazem a tempestade.
Use o vento forte para planar.

- Não posso, não posso mais.
Não sei mais voar.
Olhe minhas asas.
Estão quebradas.
A dor lacera por dentro.
O que me resta fazer?
Só me sobra morrer!

- Não faça isso andorinha,
tua vida tem muito valor.
És única, especial,
só existe uma com tua vida,
e ela de Deus é um dom.

- Ah, minha amiga,
tu moras dentro de mim,
sabes tudo o que carrego,
sabes da angústia
seu início e seu fim.
Nada mais tenho
deste novo mundo,
nele não sei viver,
não sobrevivo mais não,
nem por um segundo.

... e assim a pequena andorinha
cobriu-se com a sobra de suas penas,
afundou-se no ninho desfeito,
fechou os olhos... tão tristes...
de onde uma última lágrima correu...
e para sempre... adormeceu...
Maria
Enviado por Maria em 14/11/2007
Código do texto: T736975
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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Maria

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