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SER

As horas passam
como todas as horas,
sem pressa ou demora.
A alegria perdida,
o sorriso esquecido,
de novo em vão,
procuro encontrar.
A angústia do ser,
da existência vazia,
das almas tão frias,
me deixa mais louca
que os loucos já vistos.
Quisera fugir
pra bem longe de mim,
partir-me ao meio,
rasgar o que sou,
voltar ao que fui;
mas as marcas deixadas
ao longo da vida
não consigo apagar
_são mais fortes que eu.
Só me resta viver
de saudades e mágoas,
sem busca de sonhos
que não posso sonhar,
pois depois que se é
não se deixa de ser.
Celina Figueiredo
Enviado por Celina Figueiredo em 16/11/2007
Código do texto: T739204

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Sobre a autora
Celina Figueiredo
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 87 anos
1704 textos (69259 leituras)
6 e-livros (796 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 19/08/17 23:42)
Celina Figueiredo