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Pranto


sensações congeladas não me falam
a mão que me alicia não é casta

mas que passos anoitam o meu sonho
e que punhais afagam os meus passos?

e que monstro secreto é que me arrasta
para o trono vazio do fracasso?

ah este meu dizer cheirando prantos
a social grandeza da miséria!

como são pequeninos nossos reis
comendo os enxovalhos proletários
- como o gemer das pedras incomoda
o homem das alturas mas que vive
empedrado no santo capital!


António Soares
Enviado por António Soares em 18/11/2007
Código do texto: T741919

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Sobre o autor
António Soares
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 83 anos
101 textos (4440 leituras)
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António Soares