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O corvo

Minh’alma é gémia do corvo;
Sua negridão me atormenta;
Esta agonia de trevas absorvo,
Numa  dor constante e lenta.


Em desespero profundo
Um amargo soluço ele emite;
E sua voz gritante consiste
Em chamar a atenção do mundo.


Ambos loucos e perdidos;
Nossas almas, vagueiam à toa
De lamentos e sonhos aturdidos
A vaguear qual nenúfar na lagoa


Ele geme como a voz dum sino,
E o som a lembrar um hino
Que minh’alma triste recusa ouvir,
E ambos choramos num porvir


E,como duas crianças em pranto,
Sorrimos à dor…amarguradas
Embaladas p’lo mesmo canto
Desejamos ser ALADAS!!!

Odete Simões
Enviado por Odete Simões em 18/11/2007
Código do texto: T741946

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Sobre a autora
Odete Simões
Portugal, 91 anos
68 textos (408 leituras)
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Odete Simões