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NO LEITO 22


Me internaram num hospício,
pois pensar é o meu ofício.
No leito,
as letras me dimanam pelos poros,
orifícios!

O meu único artifício
é o raciocínio.
Ninguém lá fora tem visão.
Ninguém nada entende não!

Tal como, nas camas da razão,
a paranoia é abstrata.
Declamei um sonho à Berta Pappenheim.

E no que tange ao mais ou menos
com a monologicidade  para mais.
Ninguém suspende minhas tarjas
- lesa, lúcida macules profética!
É o fim dos dias;
é o fim da Ética!

Pois
varri um tempo quando fui Napoleão
e construí os meus templos,
enquanto Rei Salomão.

RODRIGO PINTO
Enviado por RODRIGO PINTO em 18/11/2007
Reeditado em 30/10/2009
Código do texto: T742332

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Sobre o autor
RODRIGO PINTO
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 99 anos
323 textos (19458 leituras)
2 e-livros (918 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 22/10/17 13:46)
RODRIGO PINTO