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POR ESSES TEMPOS

Por esses tempos
Passo em sobressalto e silêncio
Por estas ruas onde fui feliz infante.

Há em tudo um estremecimento
                          Um gesto maquinal
E uma tênue lembrança
De um homem residual
Que era fraterno e feliz

A celeridade das ruas, da vida,
Flui numa marcha incompreensível
Num tempo onde não há tempo para o amor
Para o abraço demorado e fraterno
Para que o homem, possa regar em si
Ou em outro homem
A árvore da paz.

Daí, tudo contribui para  essa guerra
Insana e desnecessária
Que vai destroçando a todos.
                                     Guerra temerária,
Que se firma no ardil dos discursos
Na vaidade e ganância de poucos
                                     E na miséria de muitos.
 
Sou o observador
E o guardador dessas setas de fogo doloridas
Que apunhalam a beleza da vida
E me fazem um homem dolorido e diluído.

                                                      Sabem...
Também tenho olhos de chuva.
Raimundo Nonato
Enviado por Raimundo Nonato em 20/11/2007
Código do texto: T744386

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Sobre o autor
Raimundo Nonato
Teresina - Piauí - Brasil
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