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Sol Nascente

Você já viu, que o dia nasceu?!....
A mãe não cuida mais dos cabelos da filha;
Tão pouco alerta a filha mais velha dos perigos das esquinas.
Entreposto a janela que dá para o quintal
No meu coração ocidental,
Bem natural tua lembrança me acorda...
Tua alegria presa,
Teu sorriso popular,
Teus cabelos
E as tuas dores bem disfarçadas no orgulho,
Vão e vem nas ondas da cabeça.
Ainda não dá para acreditar que a tua nova morada
É um jardim, em terra, sob uma cruz azul e  duas flores.
Na última vez que te vi estavas assim...
Em véu, em noiva, em branco, em flores... iluminada
Entre duas velas.
A lua assustada com a tua despedida
E o mundo, apesar de tantos contrastes, guerras e fomes estava confuso.
Ainda sem acreditar, que se morre nessa vida;
Ainda sem acreditar, que mãe é mortal;
Ainda sem acreditar, que se morrer por amor.
Não vou tomar  de contar o julgo das horas, embora tenha sido o Martin;
Embora seja, o pecador, pois já me basta dos meus erros ser cativo.
As nossas vidas foram um laço, em flores e dores,
Que se tornaram um marco,
Com propósitos, além da eternidade.
A verdade é que em minha lembrança, só filmo a dificuldade
De entender, que tu, em teu eterno silêncio disseste-me adeus.
Entreposto a janela do quintal, por incrível que possa parecer, só lembro de você.
É difícil entender, qual o propósito de tua morte.
Mas foi assim...
Quem sou eu, pra questionar a tua hora,
Se era o teu dia, hoje é o meu...Adeus.

Alberto Amoêdo
Enviado por Alberto Amoêdo em 21/11/2007
Código do texto: T745796
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Alberto Amoêdo
Macapá - Amapá - Brasil, 51 anos
1344 textos (19090 leituras)
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Alberto Amoêdo