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Esquecimentos

Esquecimentos

Ouço passos
lá fora.
Talvez seja, alguém
que vem por mim.
Não, ninguém bateu.
Foi confusão.
Ou de alguém,
que se arrependeu.
Foi engano.
Nem dali.
Nem por aqui.
Nem por ali.
Ninguém.
Teria sido ilusão?
Passos se ouviram .
E até, um bater de leve
na porta.
Abri.
Ninguém.
Não seria para aqui?
De ,tanto baterem
a esta porta.
Sempre aberta .
Escancarada.
Muito franqueada.
E frequentada.
Ela até ficou empenada.
E nunca fecha.
A aldraba ficou danificada.
Já nem precisam de bater,
continua sempre aberta.
Agora, parece,
terem-se esquecido,
do lugar, onde todos os dias,
o sol nascia com alegria.
E a todos recebia,
com afeição e emoção.
Talvez se tenham perdido,
nos caminhos da vida.
Ali havia, uma candeia acesa,
que nunca se apagava.
E que iluminava ,
quem dela se aproximava.
A palavra amiga ,
que nunca faltava.
O socorro, a que dele precisava.
A panela no fogo esquentava.
E havia sempre, mais um prato na mesa
para quem chegava.
Minha alma se esmera, com a espera.
Pois há-de vir alguém.
nada está mudado nesta casa.
Todos os que por aqui passaram ,
haviam prometido, que voltavam.
Ou fui eu, que já me esqueci de mim.

De t,ta

Tetita
Enviado por Tetita em 21/11/2007
Reeditado em 23/11/2007
Código do texto: T746338

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Sobre a autora
Tetita
Setúbal - Setúbal - Portugal
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