Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Quadras a Esmo

Quadras a Esmo

O pobre do operário
Já recebe o seu salário
Co’a mordida do leão
Isento... – só mensalão!
--------------------------------

Se a lua como parece
Fosse um queijo de verdade
Já teria desaparecido
Ante a fome da humanidade
-----------------------------------

Poderá parecer confusa
A dicotomia difusa
Deixa de lado. Não usa,
Pois ela é obtusa.
--------------------------------

As poesias são pérolas da alma
De onde se desprende uma a uma
Espargindo luz, sabedoria
Para gáudio do poeta que as cria.
--------------------------------------

As poesias são pérolas engastadas
Que na alma semeamos uma a uma
Por vezes de paixões desenganadas
Outras de ilusões por coisa alguma
-------------------------------------------

Pelos caminhos da vida
Rodopiei no percurso
No arranque da partida,
Já topei... pêlo de urso
-----------------------------------------

A alegria é passageira
Na vida, tudo é assim...
Não há felicidade inteira,
Há começo, meio e fim!
--------------------------------

É pura monotonia
O que sente a nostalgia
É um viver, não vivido
É um sentir, não sentido

É uma sombra sem luz
Do óbvio ao obtuso
Do cognitivo à razão
Que o pensamento produz
--------------------------------

Chegamos à conclusão
Ser um contrato a vida
Com início na inclusão
E com término na partida

Ninguém sabe a duração
E o aceita por inteiro
Sem direito à exclusão
Na imolação do cordeiro.
---------------------------------

Os teus beijos flutuam
Dentro do meu coração
E assim eles perpetuam
Em ti minha emoção.
----------------------------

Entendo que o poeta
Deve sua mente moldar
P’ra coisas que o mundo afeta
E não para ironias sem par
----------------------------------

Se em Deus nós confiamos
Que mal nos poderá atingir
Se a seus pés nos arrojamos
Sua graça,  vai-nos remir
-------------------------------

Neste lugar pequenino
Que mora meu coração
Há um espaço divino
Que guarda tua paixão!
---------------------------------

Neste lugar apertado
Que mora meu coração
Há um espaço sagrado
Que guarda tua paixão!

Armando A. C. Garcia
São Paulo, setembro/outubro/novembro/2005


Armando Augusto Coelho Garcia
Enviado por Armando Augusto Coelho Garcia em 22/11/2005
Código do texto: T74661
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Armando Augusto Coelho Garcia
São Paulo - São Paulo - Brasil, 79 anos
656 textos (25581 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 13:45)