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MÃE PARECE ÁRVORE DO CERRADO.



Agora quando abro os olhos
vejo uma mulher meio cansada.
... E nem Deus tem piedade dela.
Não suaviza seus desgostos,
nem diminui a carga sobre ombros...

Parece que dela
não se lembra mais,
nem suas preces Ele ouve.
Somente a deixa viver
para mostrar que é o todo poderoso...

Deixa-a largada no mundo.
Talvez para compreender
o quanto as mães são fortes.
O quanto resiste aos desgostos da vida.
Sempre com grandeza de alma e paciência.

Mãe parece árvore do cerrado...
resiste seca, se retorce toda,
enfrenta fogo, escurece as cascas,
mas não tombam nem perecem.
O tronco pode até ficar feio e ferido
Mas no topo florescerá sempre verde...

Mãe, mesmo cansadas continuam a ser
O que elas sabem tão bem ser: mãe.
Nós, os filhos, continuamos alucinados
e indiferentes a esta doce figura.
Para a mãe, oferecemos sempre
menos do que poderíamos.
 
Mãe sente a própria dor e a dos filhos,
Sente a dor do marido e a dos outros.
Passa noite acordada rezando
e esperando filho voltar de festa.
Mãe parece que não se cansa nunca.
Mãe resiste sempre e não fraqueja.

Mãe deve ser uma parte de Deus
Que caminha pela terra para deixá-la
Mais dócil. Mãe não se explica.
Não se compreende. Como falou o poeta,
Mãe devia ser eterna e não morrer jamais.
IVAN CORRÊA
Enviado por IVAN CORRÊA em 23/11/2007
Código do texto: T749271
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
IVAN CORRÊA
Catalão - Goiás - Brasil
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IVAN CORRÊA