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Cantando na chuva

Mesmo quando pareço
cinzenta
e saio disfarçada
de névoa,
o bem-te-vi percebe-me...
e canta...
Mesmo quando esqueço de mim,
o bem-te-vi não me esquece.
E da minha tristeza
não faz conta.
Então provoca-me o riso,
que, envergonhado, se esconde sob a chuva.
Como pode um bem-te-vi
nunca sentir-se infeliz?
E ainda chamar-me assim
com tanta ternura, de volta à vida?

"-Tu me vês e eu não posso ver-te...
Carrego tantos fardos,
e mais o guarda-chuva aberto...
com medo de molhar-me.
E tu, tão pequenino...és tão desprendido
de todo mau tempo, da névoa,
da água que o céu começa a despejar
lentamente..."

("Olhai os pássaros do céu...
não semeiam, não colhem,
no entanto, o Pai do Céu os alimenta..")

"-Certamente não és vítima do pecado original
que um dia cometi...nem me lembro quando...
Por isso voas, banhando-te de água e luz,
enquanto eu caminho apressadamente.
Atormentando-me porque as migalhas não me satisfazem."

"-Assim mesmo, tu sempre "bem-me-vês"..
e cantas para mim!"
Mareluz
Enviado por Mareluz em 23/11/2007
Reeditado em 24/11/2007
Código do texto: T749910
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Sobre a autora
Mareluz
São José dos Campos - São Paulo - Brasil
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