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A SANFONA DE FOLE DAS ONDAS

Lua cheia,
no céu da ponta,
e o sorriso das estrêlas
viajam voando a deitar-se desliza na espumar das ondas.

Isso e aquilo,
de anel e colar no corpo,
aqui e ali beija a moça na vulva e no pescoço.

Uns nos outros.
Uns selvagens.
Uns animais!

E o sonho acaba!

Às 03 [madrugada] de volta à praia,
ao colo lhe cai toda a vida moderna, estéril, vazia, rasa e oca.

Sob a via-láctea soa na península um lindo canto, um som de sanfona de fole lá fora.

O poeta  escuta atento na noite,
de onde vem quem toca?

Escuta-o de novo! 
Talvez uma espécie não humana de músico?

Ah! É o mar da ponta que o chama,
que sorrir e que lhe canta numa ode de ondas que se quebram e que lhe beijam a alma, o corpo e o rosto.
 
É o mar da ponta que no vai e vem das ondas, de quebranto lhe enfeitiça e encanta!

Lá se foi, foi embora o poeta sonhador!

Fugiu com as ondas!

Foi morar com Iemanjá!


 SERRAOMANOEL - SLZ/MA - TRINIDAD - 23.11.2007.





serraomanoel
Enviado por serraomanoel em 24/11/2007
Reeditado em 21/01/2008
Código do texto: T750091

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Sobre o autor
serraomanoel
São Luís - Maranhão - Brasil, 57 anos
1502 textos (158861 leituras)
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