Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Tartarmangar

hoje, o dia amanheceu para tartarugar
 o brilho da areia fina revela
a praia infestada de restos de animais:
 cascas, plásticos, roupas e comida.
 Toda sorte  de lixo perfilam nas margens.
E o rio desce calmo e sereno como se não
sentisse, nem o cheiro e nem o tempo...

No céu, o urubu rei tenta alcançar o sol.
Na outra margem do rio,
a juriti manda notícias do Matogrosso
O rio manso e sereno
finge que não ouve o grito de socorro...


Meus olhos sentem preguiça
e não querem enxergar
o suspiro que as asas dão rumo ao amanhã
que talvez nunca virá...
Enquanto isso, o rio temeroso, abranda
suas curvas e se mete  mata a dentro,
alheio a vontade alheia deixa-se dominar
E cada ano que  passa, areia e pedra pintam
o azul que foi e o que virá
Pouca sorte, má sorte ...Ah rio! Sua luz, seu peso,
sua estrela e seu brilho lembrança será...
adryayussef
Enviado por adryayussef em 24/11/2007
Reeditado em 25/11/2007
Código do texto: T750338

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
adryayussef
Goiás - Goiás - Brasil
94 textos (3307 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/08/17 05:40)