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Ser

Na brisa leve que desafia o tempo,
Em sonhos breves duma pureza antiga,
Encontro-me.

Tal como o espinho pertence à flor,
Sou eu a dona do mal que faço.
Arrependo-me.

Não choro ao mau passo
Tampouco dou vivas ao acerto.
Concentro-me.

Busco o amor que tive
Agora já longe dos meus braços.
Perco-me

Sou eu aquela que vai longe;
Que deseja o amor mas fere quando tocada.
Sou eu aquela, como todos à volta,
Que é o avesso do que pensa, do que escreve.


Cecília Afonso
Enviado por Cecília Afonso em 24/11/2007
Código do texto: T751352
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Sobre a autora
Cecília Afonso
Duque de Caxias - Rio de Janeiro - Brasil, 26 anos
14 textos (281 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 16/08/17 21:03)
Cecília Afonso