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Dor Dos Olhos

Quando caem as folhas dos olhos que choram,
eles enxergam o caos em que um dia nasceram,
sentem na pele as cores da dor que lhes dão,
no descambar das palavras sem perdão.

A mágoa faz o falar das letras que destilam,
venenos incontáveis contra a vida das mulheres,
como se elas fossem as únicas culpadas
pelas feridas que suas mãos mesmo fizeram.

Enganou, iludiu, agiu em falsidade dura e cruel
ao alimentar um amor que não era o querer seu,
e satisfeito, ao ver a dor que causou aos milhões
despediu-se, desejando a liberdade dos grilhões.

Não sabe o mal que fez e ainda diz-se não ter culpa,
pois da primeira vez, acredito, houve vida, mas sei,
que não foi assim, quando a procuraste na segunda,
pois já sabias que te amava e sua dor era profunda.

No entanto lhe falaste e fizeste mil promessas,
disseste tanta coisa que nela o amor foi crescendo,
viveu atordoada por tuas palavras, fruto do ilusório,
e depois a abandonaste a chorar a dor dos olhos.
Maria
Enviado por Maria em 25/11/2007
Código do texto: T752614
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Sobre a autora
Maria
Blumenau - Santa Catarina - Brasil
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