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Sabor.



É fatalidade essa cegueira objetiva
Que nos forma e é pacífica por natureza,
Em convite que nos ameaça a cama
Na postura de uma devassa súplica,
Esse gosto de prazer animal
Em gozo espontâneo de perfumes,
Aromas de pureza e deleites,
Em grama de um colchão.

Poesia de sentimentos encostados
Nas encostas de relvas construídas
Em noites de beijos mansos,
Sabor de cereja em calda.
É estalo de quietude em sexos sedentos,
Reflexos no lago de êxtase com rumo certo,
Devido ao calor gerado
Por entranhas a realizar o desejo.

Eliane Alcântara
Enviado por Eliane Alcântara em 23/03/2005
Código do texto: T7540
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Sobre a autora
Eliane Alcântara
Lajinha - Minas Gerais - Brasil, 43 anos
177 textos (8630 leituras)
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Eliane Alcântara