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Castelo de Cartas

Embalagem para o lado, longe do plano
Uma de cada vez, sem muita pressa,
Um suspiro, um cigarro, mais uma,
O olhar vago, som em algum lugar,
Peça sobre peça, mais uma,
Cara a cara refletida,
Mais uma embalgem ao lado,
Outro cigarro, outro suspiro,
Montar uma a uma
Feito preciso, sem precisar nada,
Pouco se olha para o relógio,
Pouco se pensa na vida,
Pouco se pensa, pensar, pensando,
Tudo caminha devagar,
Mais uma, outra, um suspiro,
Alívio sem culpa,
Toque simples, dedos agéis,
Outra embalagem, mais uma,
Olhar distraído, divagar
Vagar, vago, vagando
Quase um limbo semi-geométrico,
Entradas e saídas sem destinos
Mais um peça, outra e outra,
Outro cigarro, fumaça e água,
Nem precisa terminar,
Sempre a contínua visão,
De quem quer tudo ver e ouvir,
Ouvir e ver tudo,
Sem nenhuma palavra,
Nem é preciso dizer,
Outra peça, mais uma e outra,
Aquela que cai ao lado,
Se levanta no mesmo instante,
Outra embalagem, outro amanhã,
Despertar de novo, nova e novato,
Abrem as portas, janelas e corações,
Bem-vindo ao castelo.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 24/03/2005
Código do texto: T7605
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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