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TO REVOLTADA

Sei eu a razão?
Mas tenho que dizer:
tenho uma raiva,
uma raiva de cão.
Tenho raiva :
do silêncio,
que deveria falar
e fica quieto
olhando a coisa passar.
Tenho raiva:
das palavras libertas e soltas,
que deveriam,
(mas não ficam, droga)
amarradas dentro da boca.
Tenho raiva:
do silêncio fora de hora,
do incômodo dentro do peito,
da palavra que aflora
sem licença, hora ou jeito.
Tenho raiva
deste pedaço de mim 
que, na maior cara de pau,
resolve dar uma de mau,
tripudia e desobedece.
Deste pedaço
que sofre  sem licença,
me rasga feito aço,
inventa que acha que pensa,
me ignora e desconhece.
Deste pedaço chinfrim
que, no mínimo,
me desmerece.

Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 25/11/2005
Código do texto: T76120

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
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Débora Denadai