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Insípida Tempestade

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##            As vezes agente está num dia tão ruim
##  que deseja uma boa dose de chuva na janela,
##  ou até mesmo assistir sozinho um por-do-sol.
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foi com leve pesar
que andei madrugada afora a pensar

de que vive a minha alma?
a superfície do meu lago interior não se acalma
trepida, ondula, reflete torta a luz da lua

e eu não me incomodo
observo a tempestade com a calma dançando em meu olhar

suporto... mas vou sentir saudade se a tempestade passar
por isso eu observo, e se a chuva molhar minha alma cheia de cicatrizes eu não me seco
vou absorver, observar
não vou deter, na chuva deitar

sair da chuva - eu nego
cair a chuva  - que sinto
ver a chuva   - me abnego
beber uma chuva - de absinto

Eu nego que sinto. Me abnego, te absinto.
Mauricio Leite
Enviado por Mauricio Leite em 03/12/2007
Código do texto: T762540
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Mauricio Leite
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 29 anos
58 textos (2742 leituras)
1 áudios (68 audições)
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Mauricio Leite