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Quando eu me chamar saudade...

Vejo uma incerta
Oferta
De alma deserta,
Que o teu peito aperta...

Verei um louco beijo
Maior que o pejo,
No agoniado ensejo
De me invadires com teu desejo?

Verei uma lua,
No meio da tua
Rubra rua,
Quando vieres linda e nua?

Verei o anseio,
Sem receio,
Do arfar dos seios,
Esperando, na curva do meio,
Ousadas carícias – eu creio?

Silencias... E então me invade
O temor que o tempo, sem piedade,
Talvez, no meu silêncio guarde
Teu futuro grito de amor. E será tarde
Demais, quando eu me chamar saudade!...


Antonio Maria S Cabral
Enviado por Antonio Maria S Cabral em 03/12/2007
Reeditado em 13/09/2008
Código do texto: T763174
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Antonio Maria S Cabral
São Luís - Maranhão - Brasil
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Antonio Maria S Cabral