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POEMA DE ARGONAUTA

Do pó que das estrelas transbordou
a pele do meu corpo se formou.
É tão fundo na minha anatomia
que quando a noite principia,
tudo em mim quer sair e voar...

Está no céu meu verdadeiro lar!
Mas a distancia é tanta, que tonta,
um rumo certo para onde aponta,
não tenho tino para identificar,

Então é chorar, chorar, chorar...

Se a noite se descortina estrelada
da janela a vista fixa, aprisionada,
uma saída! Mas não tem viagem,
não tem escapatória, não há passagem,

Sem a asa... sem a asa....
Como vou voltar para casa?

As partículas que em mim se uniram,
reclamam, inflamam, conspiram,
protestam até o ponto das dores
querem de volta seus brilhos, cores...

Se a alma sufoca, tudo é descompasso,
para mim, que sou matéria do espaço,
só há uma nave segura para estar:
- O seu amor, se eu conseguir conquistar!

Porque amor é nave leve, espacial,
de potência quântica, um portal!
Mas veloz que a mais veloz luz,
na substância do corpo se produz!

No veículo do amor a alma vaza...
Se você me amar, estarei em casa.

betina moraes
Enviado por betina moraes em 03/12/2007
Código do texto: T763221

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Sobre a autora
betina moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 48 anos
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betina moraes