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A TRISTEZA TRISTE
DISFARÇA-SE EM ONDAS
ESPARRAMANDO OS CABELOS NO LITORAL
FIM DO DIA
UM SOLUÇO REPERCUTE NOS CONFINS INVISÍVEIS
NO INTERIOR DOS CARAMUJOS
A MARESIA ECOA SUA ÚLTIMA SAUDADE
A MARESIA CHAMANDO
MARIA
MARIA

ANCOROU A DOR QUE SENTIA
APORTANDO LENTO
EM TERRA FICANDO FRIA
NA DESERTA CONCAVIDADE DA COSTA DO MAR
ANCOROU PARA CHORAR
NUM PEQUENO CAIS
UMA LÁGRIMA
UMA AUSÊNCIA
UM DESACONTECIMENTO
O LUTUOSO REMENDO DA NOITE
SUA TENUÍSSIMA REDE SEM PEIXE
O BRAVO PEITO SEM MARIA

O VENTO SEM BRANDURA
LEVOU A CALMARIA
ABANDONOU MIRAGENS E ESTRELAS

COMO VINHO SEM DOÇURA
COMO EM ROÇA DESBOTADA
GEME A TERRA DE AMARGURA

ASSIM FICOU JOÃO
ASSIM CHOROU
QUANDO PERDEU MARIA

Imagem: Escultura em pedra sabão por Fernando Henrique
Edmir CARVALHO BEZERRA
Enviado por Edmir CARVALHO BEZERRA em 25/11/2005
Reeditado em 25/11/2005
Código do texto: T76376
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Sobre o autor
Edmir CARVALHO BEZERRA
Belém - Pará - Brasil
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Edmir CARVALHO BEZERRA