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As artimanhas da Morte

Bem de perto vejo a morte
Não é alta e nem é forte
As vestes, negras não são
São de um azul-esverdeado
deve haver algo de errado
Não carrega um foice na mão

Sua aparência não é tão feia
Tem um rosto qual lua cheia
Não é capaz de assustar
Mas sinto que é perigosa
Embora seja cheirosa
Ela tem por função matar

Vem em minha direção
Com uma taça de vidro na mão
E diz me em tom estridente:
"Você patético mortal
Prove desse cálice Vitral
Será dos Homens o mais contente"

Sinto-me tentado por ela
A Morte me pareceu tão bela
Deve ser seu poderoso encanto
Meu corpo inteiro estremece
Faço então fervorosa prece
abafada pelo meu pranto

Meus olhos nela estão presos
Se incendearam, estão acesos
Qual fogo, estão queimando
E sinto estranha vontade
de beber, parece amizade
A Morte me acalentando

Não consigo mais resitir
E a morte volto a ouvir
mais sarcástica impossível
"Beba!" ela ordenava
logo agora que eu a amava
Enganou-me de forma incrível

Num ímpeto me decidi
e as minhas mãos estendi
segurei a taça com firmeza
a morte bem satisfeita
por criar a armadilha perfeita
sorria com dura frieza.

Levei o copo à boca
A voz da morte agora rouca
dizia: "tolo!", tirei sua essência
minha alma de mim fugiu
meu corpo no chão caiu
Acabou-se minh'existência


Jerry Medeiros
Enviado por Jerry Medeiros em 07/12/2007
Reeditado em 03/04/2009
Código do texto: T768120

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Sobre o autor
Jerry Medeiros
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Jerry Medeiros