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Panos de espera

Estou sempre a tecer
panos de espera.
Espero a primavera sempre pulsante,
espero o teu olhar por um instante,
espero a noite trazer quimera.
Teço panos espera
sempre a sonhar com o teu instante,
que se revela um cavalheiro errante,
chegando manso junto à primavera.
Tenho-te mergulhado em flores,
tecendo versos de assombrar amores.
Sobretudo, tenho-te preso por um fio.
A consolar-me em sonhos,
tecendo lágrimas ao ar seco e sombrio.
Vago qual vagalume
a ascender a noite
na escuridão do breu,
trazendo preso à memória
dias de incansável espera,
mergulhado em doce quimera
tendo como companheira a dor,
que de tão doída, morreu.
Aninha viola
Enviado por Aninha viola em 07/12/2007
Código do texto: T768540
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Sobre a autora
Aninha viola
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 52 anos
423 textos (50321 leituras)
13 áudios (6919 audições)
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Aninha viola