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Flores do Mal

Já me basta olhar pela janela
E ver nas favelas, que o povo, todos os dias  morre de fome;
Já me basta aprofundar a dor no peito,
Enquanto essa liberdade for desse jeito.
Quando penso, a noite  em meu leito
Me  pergunto, que curso estamos dando ao feito.
Senhoras ou senhores dessa democracia,
Com todo o respeito, que tenho,
Com todo o respeito, que não recebo,
Me  permita dizer, que se não fosse a ignorância, a ambição e o poder...
O querer seria essa adormecida nação?!...
Nós erguemos a bandeira;
Nós seguimos as regras, que nos rodeiam,
Nós trabalhamos todos os dias e o dia inteiro,
Nós comemos os resto e nos divertimos com migalhas de ilusões,
Mas viver neste pais é uma missão árdua demais.
Mas que fique claro de norte a sul,
Que os homens do capital subtraem as nossas obras, feitas de suor, sangue, lágrimas e mãos.
Republica!...onde está a ordem e o progresso?
Republica!... Onde está a democracia dos irmão?
República!...Onde estão os teus cidadãos?
Será meu deus, que a morte é mais certa agora, do que os valores cristãos?
A miséria porta a porta, o ano inteiro vem nos visitar,
Faz o teu filho chorar,
Faz o teu filho sangrar e como herança nada deixa para alimentar
Se temos anarquia ou ditadura, não sei precisar.
Mas sei, que no alto do mastro, valsando apagada, ainda há uma linda bandeira.
Oh Mães!...
Não é possível que só haja os bares para protestar.
Se não tomarmos a responsabilidade pelas mãos até as nossas almas serão cobradas.
Tantos absurdos,
Todos ficam mudos,
Todos só bradam, quando ferem a dor  do nosso coração.
Como pode ò deus permitir tanta humilhação?!...
Temos tudo e não temos nada...
Os nossos tetos são as marquise,
Nossas casa são dois muros,
Nossas mesas estão no chão.
Somos governados das prisões,
Pois nos palácios estão os nossos homens cujas religiões são iguais as suas  intimas ambições.
E que ainda guardam para última hora, o chavão aos descontentes...
Brasil, ame ou deixe!
Já não posso dormir ouvindo os gritos;
Já não posso sorrir  sangrando a visão,
Ou o que é pior, comer, beber em luto de um futuro estúpido,
Que os nosso filhos hão de merecer,
Por toda essas nossas fraquezas,
Por toda essas nossas esperanças perdidas
Diante do medo de ver,
Diante do medo de  viver.
Alberto Amoêdo
Enviado por Alberto Amoêdo em 07/12/2007
Código do texto: T769094
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Alberto Amoêdo
Macapá - Amapá - Brasil, 51 anos
1344 textos (19103 leituras)
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Alberto Amoêdo